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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

História Islâmica

Em nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso


Selam aleykum vê rehmatullahi*


Estava eu em uma de minhas andanças pela internet, atrás de materiais que abordassem o auxílio prestado pela frota otomana no resgate de muçulmanos e judeus expulsos da Espanha após a reconquista do século XV. Clicando em links aleatórios me deparei com uma preciosidade.


Trata-se do site The History of Islam (http://historyofislam.com/) esse website na verdade, nada mais é do que uma página do worldpress que é gerida por três doutores com formações diversas que escreveram uma série de artigos abordando todos os períodos da história islâmica. É uma excelente indicação para as pessoas que assim como eu são apaixonadas por História.


O website é norte americano e seu conteúdo esta disponível apenas em língua inglesa, entretanto, em breve farei traduções do conteúdo, integral ou parcial e estarei postando aqui no blog. Fiquem atentos e acompanhem o blog!
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*Que a paz e as bênçãos estejam convosco, é o cumprimento tradicional islâmico.

sábado, 30 de abril de 2011

Rufinka: Canção do folclore búlgaro sobre uma morte na primavera

Este pequeno post, é um dos primeiros onde exploro (mesmo que extremamente superficial) meu objeto de estudo (O Islam na Europa, principalmente pela ótica cultural). Antes havia apenas postado uma nota sobre um concurso que elege as muçulmanas mais influentes do velho continente e um artigo de El-Hajj Abdassamad Clarke, o Imam da mesquita de Norwich. Esta pequena postagem traduzida e adaptada do blog "Maya's corner" fala sobre uma canção de amor do folclore bulgaro que foi criado pela comunidade muçulmana da Bulgaria, esta comunidade recebe o nome de Pomak, apesar de minoritarios, esta canção acabou sendo incorporada ao folclore bulgaro nacional. Eu creio ser este post muito importante para ilustrar uma face do Islam que o ocidente teima em desconhecer, a pureza póetica contida no sistema de artes islâmica (principalmente na literatura e poesia) tornam irracionais qualquer tentativa de qualificar os problemas atuais no mundo islâmico e/ou da falha diplomatica entre o mundo islâmico e o ocidente como um "choque de civilizações".

Radamés Rodrigues




Rufinka Bolna Legnala: Canção do folclore búlgaro sobre uma morte na primavera

Por Maya Markova


Uma das mais conhecidas e amadas canções do folclore búlgaro é Rufinka Bolna Legnala (Rufinka esta deitada doente) criada aproximadamente entre 150 à 200 anos atrás nas montanhas de Rhodopa (inclusive, como outras canções da região, esta também é muito difícil de se declamar). Esta canção foi criada pelos muçulmanos búlgaros, conhecidos etnicamente como pomak, e ao que tudo indica esta canção foi o único elemento de sua cultura que foi incorporado a cultura popular búlgara. A história dessa canção é a seguinte, Rufie (informalmente Rufinka) foi uma personagem real, uma moça de boa família. Por volta dos 20 anos e ainda sem ter contraído matrimonio ela sucumbi vítima de uma doença progressiva e fatal, provavelmente tuberculose. Antes dela morrer, perguntaram-lhe do que ela mais se lamentava, de seu vestido de casamento (o qual nunca iria usar) ou do mundo. A Rufie (personagem histórica)  teria respondido "O vestido, porque eu nunca vou usa-lo". No entanto, a personagem da canção da uma resposta diferente, veja abaixo.

RUFINKA BOLNA LEGNALA - RUFINKA ESTA DEITADA DOENTE

Rufinka bolna legnala - Rufinka estava deitada doente
Na visokana planina, - Lá no alto da montanha,
Nikoĭ do neya nemashe  - Não Havia ninguém ao seu lado
Sal stara i maĭchitsa - Somente sua velha mãe
Tya si Rufinki dumashe: - Ela perguntou a Rufinka:
Rufinko, moya doshtero, - Rufinka, minha querida filha,
Mila li ti e rubana, - Você se lamenta pelo seu vestido de noiva,
Rubana oshte libeno? - Seu vestido e seu amado?
Maĭchinko, mila i draga, - Minha querida, minha querida mãe,
Ne mi e milo lyubeno, - Não me lamento pelo meu vestido,
Am mi e mila din'osa, - Me lamento pelo mundo,
Che sa e prolet puknala, - Porque a primavera esta chegando agora,
Vsichko ot zemya izliza, - Tudo esta saindo da terra,
Pŭk ya shte v zemya da vleza. - E eu entrarei na terra,
Idi mi, maĭcho, porukaĭ mizhova Fatma da doĭde, - Mãe, chame Fatma Mizhova,
Da si i pridam, maĭchinko, moeno libe da vodi, - Deixe ela entrar, e eu vou dizer-lhe para casar com o meu amado,
Moena ruba da nosi... - E pegar o meu vestido de casamento...

A Canção em círilico:

РУФИНКА БОЛНА ЛЕГНАЛА

Руфинка болна легнала
на високана планина,
никой до нея немаше
сал стара и майчица.
Тя си Руфинки думаше:
- Руфинко, моя дощеро,
мила ли ти е рубана,
рубана още либено?
- Майчинко, мила и драга,
не ми е мило любено,
ам ми е мила диньоса,
че са е пролет пукнала,
всичко от земя излиза,
пък я ще в земя да влеза.
Иди ми, майчо, порукай
мижова Фатма да дойде,
да си и придам, майчинко,
моено либе да води,
моена руба да носи....

segunda-feira, 4 de abril de 2011

European Muslim Women of Influence

Visitando o blog da irmã Salma fiquei surpreso e ao mesmo tempo muito feliz ou encontrar o link de uma web page (http://www.cedar-emwi.com/) que faz parte de um concurso para eleger as mais influentes muçulmanas da Europa. O evento ocorreu no dia 30 de Outubro de 2010, mas vale a pena ler as biografias das vencedoras do concurso, o website esta em inglês. E que venham as candidatas de 2011



domingo, 3 de abril de 2011

Cultura e intelecto

Traduzi este pequeno texto escrito por Abdassamad Clarke, que apesar de estar se referindo a realidade enfrentada na Inglaterra (e na Europa de modo geral), é bastante semelhante com os problemas que nós nos deparamos em nossa ummah (comunidade islâmica) aqui do Brasil. Espero que este texto abra espaço para discussões acerca dessa lastímável cisão que a comunidade islâmica vem enfrentando. 
Radamés

CULTURA E INTELECTO
 
Por Al Hajj Abdassamad Clarke

Os muçulmanos tem sido enganados pela falha agenda do muliculturalismo que faz do Islam algo intrinsicamente estrangeiro.
A vestimenta é um desses aspectos. A questão da vestimenta, tanto para homens quanto para mulheres, é a modéstia e o ato de cobrir aquilo que não pode ser visto em público. Cada raça, nação e cultura encontrou algo de sua cultura indígena que se enquadrou nestes critérios. Muitos muçulmanos modernos do ocidente, ao contrário, vêem a questão como cultural, e que o Islam exige um certo estilo cultural de vestimenta. O resultado é o clima atual, em que os segmentos mais oprimidos, desfavorecidos e ignorantes de nossa sociedade estão sendo levados a acreditar que os muçulmanos são a fonte de todos os seus problemas, as mulheres muçulmanas, por exemplo, devem suportar as incessantes hostilidades quando vão efetuar seus afazeres diários porque elas escolheram ganhar destaque culturalmente como pertencentes a uma cultura estrangeira.
O design das mesquitas é outro ponto. Uma mesquita é basicamente um espaço aberto para a adoração a Allah. Se estiver um clima frio, provavelmente necessite de algo para se proteger do frio, se estiver um clima quente, ela precisa de áreas sombreadas para manter-se livre do sol. As antigas mesquitas árabes eram estilisticamente e arquitetônicamente diferentes das mesquitas persas, da qual difere-se das mesquitas chinesas, que são diferentes das mesquitas do sub-continente indiano ou das mesquitas otomanas, da qual é diferente da grande mesquita do Jenné. No entanto, no ocidente, as pessoas insistem em importar estilos alíenigenas de arquitetura que ficam a reforçar a agenda do "multiculturalismo" onde o Islam é uma cultura e não uma ciência, uma escola filosófica ou um estilo de vida.
Tudo isso resultou em uma resposta exaltada e hostil das populações nativas (os ocidentais) em relação ao Islam, que eles percebem como sendo cultural, precisamente porque os muçulmanos apresentam o Islam como sendo uma questão cultural, como algo estrangeiro. Além de causar sofrimento para um grande número de pessoas, isso prejudica o nosso dever fundamental, que é o de chamar as pessoas para Allah, O Altíssimo e ao seu Mensageiro (que Allah o abençõe e lhe dê paz), de uma forma racional e significativa e NÃO a uma de nossas muitas culturas nacionais ou uma cultura sincrético "islâmica".
Quanto ao símbolo de Islam "britânico" ou "europeu" que normalmente é apontado pelas pessoas menos qualificadas a fazê-lo, e cujo o movimento é irrefreável, mas esta não é a questão. Ninguém precisa criar uma forma "Britânica" de Islam, mas sim, devemos nos preocupar com o nosso din (sistema) e a identidade cultural vai falar por si própria.